Governo do Distrito Federal
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9/04/19 às 18h07 - Atualizado em 9/04/19 às 18h07

Criação de Centro de Referência é debatida em solenidade alusiva ao Dia de Conscientização do Autismo

Foto: José Martins – Ascom/Sejus

 

Com o objetivo de promover a conscientização sobre o autismo, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus/DF) realizou, nesta terça-feira (9), solenidade no Salão Nobre do Palácio do Buriti em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. No evento, os participantes debateram políticas públicas inclusivas e a necessidade de ampliar a visibilidade para as demandas das pessoas com autismo.

 

Coordenaram a ação as subsecretaria de Políticas para as Crianças e Adolescentes e a de Direitos Humanos da Sejus/DF. “Precisamos envolver as pessoas, conhecer as demandas e ouvir quem realmente entende do assunto. Com esse evento, a Sejus abre as portas para o diálogo para ouvir as pessoas com autismo, seus familiares e a sociedade civil que desenvolve trabalhos com esse público”, ressaltou o secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha.

 

Ao participar do evento, a subsecretária de Políticas para as Crianças e Adolescentes, Adriana Faria, anunciou a criação de um grupo de trabalho que terá como objetivo debater a criação do Centro de Referência do Autismo. “Esse grupo será fundamental para que possamos pensar juntos e concretizar essa ideia”, explica.

 

O Centro de Referência do Autismo é a principal demanda dos familiares dos autistas e é uma reivindicação das entidades que atendem essa população, segundo o subsecretário de Direitos Humanos, Juvenal Araújo. “O principal compromisso da Sejus é tornar realidade o Centro de Referência do Autismo. O compromisso do secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, é com as políticas para direitos humanos e fazer com que o DF seja referência nisso. Vamos trabalhar juntos e alinhados com as entidades representantes e com os pais oferecendo apoio e amparo. A ideia é atender a população nas suas expectativas e necessidades”, afirma.

 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica vitalícia que se manifesta durante a primeira infância, independentemente de gênero, raça ou condição socioeconômica. O autismo é principalmente caracterizado por suas interações sociais únicas, formas não padronizadas de aprendizagem, forte interesse em assuntos específicos, inclinação a rotinas, dificuldades em formas típicas de comunicação e maneiras particulares de processar a informações sensoriais.

 

A autista Amanda Paschoal mencionou como a identidade do autista é reprimida e ressaltou que é preciso dar protagonismo para as pessoas com autismo. “É preciso falar da resistência do autista e ter um autista falando como protagonista. Autistas precisam ter direitos e autonomia no sentido de tomar suas próprias decisões mesmo que você não consiga mover um músculo”, disse.

 

Dentre as entidades presentes no evento estavam a Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção (ABRACI/DF); a Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (ABRAÇA); Associação de Amigos do Autista – AMA; o Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB); Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil), Associação Pestalozzi e Associação Tudo Azul Autismo – ATA.

Subsecretaria de Modernização do Atendimento Imediato ao Cidadão - Governo do Distrito Federal

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